A Enid Blyton…
Já em Moçambique, lá pelos meus dez e onze anos, foi quando tive o primeiro contacto com os livros dos 5 e das gémeas. Emprestados por colegas (raparigas) da escola. Trazia-os, lia-os e devolvia-os dois ou três dias depois.
Tanto gostava de uns como de outros e foram a inspiração para as histórias que comecei a escrever.
Gostava das aventuras, dos mistérios, dos passeios pela natureza e da liberdade dos 5 e da malandrice, cumplicidade e criatividade das gémeas.

Quando comecei a comprar a colecção dos 5 à minha filha mais velha, ela preferia os da colecção “Uma aventura” (a portuguesa, das autoras Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada). Dizia que eram mais actuais. Comprei-lhe então essa colecção quase toda (ainda a tem ali no quarto), conforme iam saindo e desisti de lhe oferecer os livros dos 5. E, como continuo a gostar de ler alguns livros juvenis, fui-os lendo a par com ela, isto é, depois dela os ler… (já não fui capaz de a acompanhar no Harry Potter
Neste assunto dos livros falo mais na minha filha mais velha, porque ela lê e sempre leu mais do que a irmã. Lê muitos géneros, mas o que ela aprecia mais, mesmo com 20 e tal anos agora, são os livros d’ “As Brumas de Avalon” e todos os outros da Marion Zimmer Bradley, “A Filha da Floresta” e “O Segredo de Cibelle”, ambos de Juliet Marillier, e agora anda a ler “Lendas Celtas” compiladas num livro, que lhe ofereci, por saber que ela adora a cultura celta. Em pequenina, gostava dos livros do Nody (já havia, na altura dela! Também da Enid Blyton…) e de todas as histórias da Disney (sendo as suas preferidas a da Pocahontas e a da Pequena Sereia). Ao mesmo tempo que é a “minha princesa” é a minha “mulher misteriosa” ou “a das poções mágicas” :)
É das que vê os filmes e nem por isso deixa de lhe interessar ler os livros que inspiraram esses filmes (aconteceu com o Harry Potter e com o Senhor dos Anéis, mas também com o Chocolate da Joanne Harris, por exemplo). Também sou dessas, mas com outro tipo de histórias (quer dizer, o Chocolate vi e li, mas o Harry Potter e o Senhor dos Anéis só vi um ou outro filme da série e não li os livros): aconteceu-me com “O Fio da Navalha”, “A Casa dos Espíritos”,”Sob o Sol da Toscana”, “Como Água para Chocolate” e alguns outros…
A irmã, agora com 18, já é mais “do tipo técnico”, isto é, só se interessa por livros mais técnicos ou científicos. Em pequena lia livros sobre animais, procurava muito livros específicos sobre felinos. E também a vi ler um intitulado “Aprender a jogar Xadrez”. Enciclopédias e coisas que lhe interesse pesquisar. Romances, nem os juvenis e só os obrigatórios na escola, mesmo esses parece-me que arranjou uns estratagemas de vez em quando para os não ler “de fio a pavio”. E sempre foi boa aluna, mesmo a Português, embora não gostasse da disciplina (adorava fazer poemas em pequena, tinha muito jeito para rimar, mas os seus interesses literários cingiam-se a esse). É a “minha gatinha”, “poeta” e “matemática”. E também uma “duende ou fada da natureza”, bem ligada à terra e às plantas e animais e à comunicação com eles. (Ah! Estas férias leu o “Anastasia”, de Vladimir Megre, sugerido por mim, pois depois de o ler, soube que ela ia gostar).
O meu filho mais pequeno ainda não lê sozinho. Ou está a começar agora a dar os primeiros passos. Mas requer que lhe leiam, claro. Ainda gosta das histórias do Ruca e de outras histórias das séries que vê na tv e gosta, tais como “Os Irmãos Koala”, “Harry e o Balde de Dinossauros”, “Lunar Jim”, “Little Einsteins”. Também lhe leio outras histórias tais como “As Renas do Pai Natal” ou “Os dez ratinhos” (ele adora a personagem do senhor toupeira que aparece também lá no meio do campo), mas sem dúvida que os seus preferidos são os seus livros sobre comboios, sobre naves espaciais, foguetões e astronautas, sobre como funciona o corpo humano, sobre como construir casas, túneis e pontes, as instruções das construções em peças Lego e coisas assim. Também me parece que vai ser mais “do tipo técnico” como uma das irmãs, muito virado para as construções e meios de transporte. E também gosta de livros de receitas, pois gosta de cozinhar! É o “meu docinho”, o “meu cozinheiro”, o meu “super-homem” (pois tem uma força física, de braços, fora do comum para o seu “pouco peso”), o meu engenheiro de transportes (na brincadeira digo que ele vai inventar o teletransporte
) e um grande “apaziguador” (não gosta de ver ninguém a discutir nem ninguém a insistir com alguém como e o que deve fazer, diz mesmo “deixa-o(a) em paz”).
E bem, foi um parêntises, a estabelecer paralelo entre o diz-me o que lês, dir-te-ei quem és, e visando os meus filhos, já que ainda me encontro aqui na secção dos livros juvenis…



À semelhança do “365 histórias de encantar”, também este foi reeditado e também o comprei mais tarde para oferecer à minha filha mais velha. E temo-lo ainda agora, por isso (pois o meu de pequena também “desapareceu”).


