Publicado por: isabeldematos | 2009/11/17

Os Livros dos Cinco e As Gémeas

A Enid Blyton

Já em Moçambique, lá pelos meus dez e onze anos, foi quando tive o primeiro contacto com os livros dos 5 e das gémeas. Emprestados por colegas (raparigas) da escola. Trazia-os, lia-os e devolvia-os dois ou três dias depois.

Tanto gostava de uns como de outros e foram a inspiração para as histórias que comecei a escrever.

Gostava das aventuras, dos mistérios, dos passeios pela natureza e da liberdade dos 5 e da malandrice, cumplicidade e criatividade das gémeas.

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Quando comecei a comprar a colecção dos 5 à minha filha mais velha, ela preferia os da colecção “Uma aventura” (a portuguesa, das autoras Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada). Dizia que eram mais actuais. Comprei-lhe então essa colecção quase toda (ainda a tem ali no quarto), conforme iam saindo e desisti de lhe oferecer os livros dos 5. E, como continuo a gostar de ler alguns livros juvenis, fui-os lendo a par com ela, isto é, depois dela os ler… (já não fui capaz de a acompanhar no Harry Potter       ;)

Neste assunto dos livros falo mais na minha filha mais velha, porque ela lê e sempre leu mais do que a irmã. Lê muitos géneros, mas o que ela aprecia mais, mesmo com 20 e tal anos agora, são os livros d’ “As Brumas de Avalon” e todos os outros da Marion Zimmer Bradley, “A Filha da Floresta” e “O Segredo de Cibelle”, ambos de Juliet Marillier, e agora anda a ler “Lendas Celtas” compiladas num livro, que lhe ofereci, por saber que ela adora a cultura celta. Em pequenina, gostava dos livros do Nody (já havia, na altura dela! Também da Enid Blyton…) e de todas as  histórias da Disney (sendo as suas preferidas a da Pocahontas e a da Pequena Sereia). Ao mesmo tempo que é a “minha princesa” é a minha “mulher misteriosa” ou “a das poções mágicas”                :)

É das que vê os filmes e nem por isso deixa de lhe interessar ler os livros que inspiraram esses filmes (aconteceu com o Harry Potter e com o Senhor dos Anéis, mas também com o Chocolate da Joanne Harris, por exemplo). Também sou dessas, mas com outro tipo de histórias (quer dizer, o Chocolate vi e li, mas o Harry Potter e o Senhor dos Anéis só vi um ou outro filme da série e não li os livros): aconteceu-me com “O Fio da Navalha”, “A Casa dos Espíritos”,”Sob o Sol da Toscana”, “Como Água para Chocolate” e alguns outros…

A irmã, agora com 18, já é mais “do tipo técnico”, isto é, só se interessa por livros mais técnicos ou científicos. Em pequena lia livros sobre animais, procurava muito livros específicos sobre felinos. E também a vi ler um intitulado “Aprender a jogar Xadrez”. Enciclopédias e coisas que lhe interesse pesquisar. Romances, nem os juvenis e só os obrigatórios na escola, mesmo esses parece-me que arranjou uns estratagemas de vez em quando para os não ler “de fio a pavio”. E sempre foi boa aluna, mesmo a Português, embora não gostasse da disciplina (adorava fazer poemas em pequena, tinha muito jeito para rimar, mas os seus interesses literários cingiam-se a esse). É a “minha gatinha”, “poeta” e “matemática”. E também uma “duende ou fada da natureza”, bem ligada à terra e às plantas e animais e à comunicação com eles. (Ah! Estas férias leu o “Anastasia”, de Vladimir Megre, sugerido por mim, pois depois de o ler, soube que ela ia gostar).

O meu filho mais pequeno ainda não lê sozinho. Ou está a começar agora a dar os primeiros passos. Mas requer que lhe leiam, claro. Ainda gosta das histórias do Ruca e de outras histórias das séries que vê na tv e gosta, tais como “Os Irmãos Koala”, “Harry e o Balde de Dinossauros”, “Lunar Jim”, “Little Einsteins”. Também lhe leio outras histórias tais como “As Renas do Pai Natal” ou “Os dez ratinhos” (ele adora a personagem do senhor toupeira que aparece também lá no meio do campo), mas sem dúvida que os seus preferidos são os seus livros sobre comboios, sobre naves espaciais, foguetões e astronautas, sobre como funciona o corpo humano, sobre como construir casas, túneis e pontes, as instruções das construções em peças Lego e coisas assim. Também me parece que vai ser mais “do tipo técnico” como uma das irmãs, muito virado para as construções e meios de transporte. E também gosta de livros de receitas, pois gosta de cozinhar! É o “meu docinho”, o “meu cozinheiro”, o meu “super-homem” (pois tem uma força física, de braços, fora do comum para o seu “pouco peso”), o meu engenheiro de transportes (na brincadeira digo que ele vai inventar o teletransporte   :)       ) e  um grande “apaziguador” (não gosta de ver ninguém a discutir nem ninguém a insistir com alguém como e o que deve fazer, diz mesmo “deixa-o(a) em paz”).

E bem, foi um parêntises, a estabelecer paralelo entre o diz-me o que lês, dir-te-ei quem és, e visando os meus filhos, já que ainda me encontro aqui na secção dos livros juvenis…

Publicado por: isabeldematos | 2009/11/11

O livro de francês do “ciclo preparatório”, da minha tia

” _ Bonjour, Nicole!

_ Bonjour, Robert!”

Antes dos meus 10 anos (são a referência numa fase da minha infância, porque com 9 quase a fazer 10 fui viver para a Beira em Moçambique e passei a ter outros ambientes, outros familiares à volta também…), vivi durante um certo tempo com a minha mãe, os meus avós e os meus tios (irmãos da minha mãe), então todos os seus livros, discos, que existiam pela casa, me chamavam a atenção e o livro de Francês do ciclo preparatório que pertencera à minha tia (que é só 12 anos mais velha que eu), era um dos meus favoritos.

Lembro-me de ainda não ter francês no meu currículo escolar e querer muito aprendê-lo e então passava horas a fio a lê-lo, sozinha, aportuguesadamente, para logo perguntar à minha mãe ou à minha tia como é que se pronunciavam aquelas palavras correctamente em francês.

Lembro-me da Nicole e do Robert e tenho pena de não ter conseguido na net imagens deste livro que continuam “na minha cabeça”.

Sempre adorei ouvir falar francês e italiano. Não sei porquê, são duas línguas que me encantam. Francês aprendi depois, durante 7 anos de escola (do 5º ao 11º anos), italiano nunca aprendi, mas ainda está na minha lista das coisas a experimentar um dia, continuo a adorar ouvi-los falar (já estive em Milão, uma vez, deliciei-me…).

Assim, este é “um dos livros da minha infância”, sem qualquer dúvida!

Publicado por: isabeldematos | 2009/11/05

“Os Desastres de Sofia”

Da Condessa de Ségur.

Foi um livro que li na infância, antes dos meus 9 anos. Não tinha ilustrações, sim, ou se as tinha eram a traço negro, mas li-o bem, na mesma. E gostei muito, na altura, tal que o recordo algumas vezes. O livro era da minha tia ou da minha mãe, estava por lá em casa da minha avó materna, eu andava sempre de volta dos livros a ver se algum me chamava a atenção… (ou então à volta dela, da minha avó, na cozinha, que era uma exímia cozinheira e nos fazia doces e petiscos deliciosos     :)

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Só tenho dele uma vaga ideia, nunca mais voltei a lê-lo desde criança. Creio que se o lesse hoje o iria achar um pouco moralista e talvez até castrador da criatividade das crianças, mas na altura não achei nada disso. Achava divertidíssimas as peripécias da Sofia e li-o como um livro divertido. Não sei bem porquê, mas a cena que melhor recordo é uma em que ela, contra as advertências de algum adulto, comeu muito pão quente com natas e ficou depois cheia de dores de barriga… ainda este ano, me aconteceu parecido, a minha sogra fez tigeladas no forno de lenha e comi um pouco enquanto quentes e depois tive uma dor de barriga, que depressa se aliviou e não deu em mais nada, pelo que uns meses depois voltei a repetir a façanha!

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É como gosto delas, quentes, assim como o pão, quentinho a sair do forno de lenha, com “manteiga de soja” (hoje em dia não como lacticínios, desde que o meu filho mais novo nasceu e se revelou sensíbilíssimo à proteína do leite, a caseína)…

Publicado por: isabeldematos | 2009/11/02

“Porquê?”

image-1À semelhança do “365 histórias de encantar”, também este foi reeditado e também o comprei mais tarde para oferecer à minha filha mais velha. E temo-lo ainda agora, por isso (pois o meu de pequena também “desapareceu”).

500 perguntas-1000 respostas é porque cada pergunta tem duas respostas, uma mais acessível a crianças mais pequenas, outra mais detalhada para maiorzinhos.

Antes dos meus 9 anos, lia-o “da frente para trás e de trás para a frente”, eram detalhes que gostava de conhecer. Depois ficou por cá e então aos 20 e tal voltei a lê-lo à minha filha (tenho mais dois filhos, um pouco “espaçados”, em idade. Também lhes li (e leio ainda, ao mais pequeno) estes e muitos outros livros, dos seus preferidos).

Publicado por: isabeldematos | 2009/10/29

365 Histórias de Encantar

Ah! Deste posso voltar a por a foto! Também já não tenho o meu, o da minha infância, mas foi reeditado, com a mesma capa e uns bons anos mais tarde comprei-o para oferecê-lo à minha filha mais velha, era ela pequena.

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Isto porque tinha gostado muito de acompanhar estas pequenas histórias que se intitulavam uma para cada dia do ano. Histórias pequenas e poesias.

Então, mais tarde, revivi-as uma a uma, lendo-as para a minha filha. Também ela decorou algumas poesias e chegava a recitá-las, no Natal.

A sua preferida:

“O meu porquinho”:

“Ó meu porquinho de loiça,

tu desculpa que te diga,

mas dá para cá as moedas,

que guardaste na barriga.

O Natal não tarda aí,

as prendas custam dinheiro,

obrigada, meu porquinho,

foste um rico mealheiro!”

:)

De tanto a ouvir recitar também a decorei…

Eu lembro-me que, em pequena, eu gostava muito das histórias também (para além das poesias) e quase sabia todas as 365, não exactamente de cor, mas como eram essas histórias e em que época do ano apareciam no livro. Ainda temos cá em casa o livro que ofereci à minha filha.

Publicado por: isabeldematos | 2009/10/26

“Coração”

Um livro da minha infância que tinha várias histórias. Algumas um pouco tristes, como a original que serviu de argumento à série do Marco (série da TV que apareceu uns bons anos depois).

Li-o várias vezes, gostava dos sentimentos imbuídos em todas estas histórias. Já não me recordo se foi a minha mãe que mo ofereceu ou outra pessoa, mas creio que foi a minha mãe. Muita gente me oferecia livros, eram das prendas que mais gostava de receber (e discos, de vinil, na altura).

Também já não tenho este livro, perdeu-se algures entre a minha viagem Coimbra/ Beira (Moçambique)  ou Beira/ Coimbra (vivi na Beira dos meus 9 aos 12 anos).

Nunca mais o encontrei à venda. Recordo-me que a minha edição era de grande formato, a capa um pouco escura (azul-escuro, talvez…). Foi um dos corações da minha infância!

Publicado por: isabeldematos | 2009/10/23

Os Mais Belos Contos de Fadas

Para mim foi um livro muito precioso, por várias razões.

Pesquisei e não encontrei a edição que eu tinha que penso que era das Selecções Riders’s Digest. Por isso não posso colocar foto alguma. Foi um dos livros que “se perdeu” nas minhas viagens Portugal-Moçambique, Moçambique-Portugal ou que então não foi comigo e por cá se extraviou.

Era um livro muito grosso, com uns 7 cm de espessura, folhas de papel muito fininhas, que eu manuseava com muito cuidado e continha, no máximo, uma ilustração por conto (ilustrações requintadas, pormenorizadas). Nunca mais vi edição igual.

Foi-me oferecido pelo meu tio e padrinho (irmão da minha mãe_ o meu tio músico!), era ele ainda bem jovem (uns 22-23 anos) e tinha eu uns 6 ou 7 anitos quando o recebi pelo Natal ou pelo meu aniversário ou pela Páscoa (num desses momentos, já não sei qual…). Por isso digo que talvez fosse das Selecções, pois lembro-me da minha mãe ter comentado algo no género (como sendo um bom livro) e que o meu tio gastara nele quase todo o dinheiro que na altura tinha.

Lembro-me de vários dos contos que o compunham, “A Sereiazinha” e “A Polegarzinha” (dois dos meus preferidos), o Gato das Botas (também lhe achava piada), “A Gata Borralheira” (só bem mais tarde soube que também chamavam “Cinderela” a este conto), “A Bela Adormecida”, “Rapunzel” (não achava muita piada, talvez porque não gostasse do nome), “A Princesa e a Ervilha” (que sempre me intrigou…), aquele dos sapateiros que de noite são ajudados por duendes (não me lembro agora do nome desse conto, mas gostava muito dele), o do “João Pé de Feijão”, um com um gigante, cujo nome também não lembro agora. E mais ainda… eram muitos e li-os e reli-os e esse livro para mim foi uma das minhas preciosidades da infância.

Publicado por: isabeldematos | 2009/10/19

Os livros da Anita

Recordo-me de mos oferecerem e de gostar de fazer a colecção.

Lia-os a todos vezes sem conta. Do que mais gostava era das ilustrações do Marcel Marlier. Os que li (e vi!) mais vezes talvez tenham sido “A Anita no Jardim”, “A Anita Mamã”, “A Anita a Cavalo”…

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Tinha muitos, a colecção quase toda. Imaginava-me em todos esse ambientes tão belos e tão docemente ilustrados…

E “A Anita no Ballet”! Ah, a Anita no Ballet, já me esquecia que era também um dos meus preferidos, até fazia os exercícios, juntamente com a Anita (mais tarde vim mesmo a praticar ballet, do que tenho muito boas recordações…).

Vendo com os olhos de hoje, os livros da Anita têm muitas sugestões para o Ensino Doméstico: a Anita seguia gostos e interesses, ajudava os pais e com isso fazia inúmeras coisas, aprendendo fazendo-as, tais como cuidar do jardim e renovar o mobiliário do jardim (lembro-me da actividade giríssima de lixar as cadeiras de ferro do jardim e pintá-las de novo, reciclando-as!), ajudar a cuidar do irmão bebé, andar a cavalo! (E ir ao circo, patinar, cozinhar _ eu gostava muito do facto do livro “A Anita na Cozinha” trazer receitas_ visitar o jardim zoológico, ir às compras e sei lá que mais).

Publicado por: isabeldematos | 2009/10/17

Post inicial

Bem vindos a este meu novo blog!

Grata a todos por lerem e comentarem.

Neste post inicial vou indicar-vos, como forma de se inteirarem do “ambiente” que aqui encontrarão, a leitura das páginas a que podem aceder no cabeçalho do blog, a página “Sobre” (sobre mim e sobre este blog), a página “Resumo” (um resumo do que irão por cá encontrar) e a página “Porque” (porquê este blog?).

E como digo na página “Sobre“, este blog vai referenciar alguns livros que fizeram parte da minha leitura sem plano. Vai falar de episódios vividos a eles associados, de sentimentos, de tudo um pouco… Por uma questão prática, apeteceu-me dar-lhe uma sequência cronológica. Daí que os primeiros posts retratam um pouco a minha infância e daí por diante.

Então, durante os próximos posts vou começar por partilhar convosco sobre alguns livros da minha infância. À medida que avançamos com os posts irão surgindo livros cada vez mais recentes, ou melhor, lidos mais recentemente.

E como digo também, na página “Porque“, quando partilhamos o nosso ser, sem pretensiosismos nem máscaras, com algo que é muito verdadeiro em nós, a nossa essência, a nossa natureza, há sempre algo que faz eco em alguém, há sempre uma ligação…

É com o sentimento da certeza destas ligações que vamos encontrando entre todos nós que quero começar o “Diz-me o que lês…”

Um grande abraço para todos. Até breve.

Isabel

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