Pois… também foram “livros da minha vida”!
Regressada de Moçambique, de novo em casa dos meus avós maternos e na companhia de uma tia com quem tinha longas conversas, dediquei-me nalgumas tardes a aprender a executar receitas de pastelaria um pouco mais complicadas.
Essa minha tia que na altura estudava Medicina, propôs-me adquirirmos “a meias” alguns fascículos da Teleculinária (que me parece terem começado a ser editados na altura) e passarmos algumas tardes a experimentar, ele eram “Palmières”, Jesuítas, Cornucópias… Pastéis de Belém e um sem número de outros ex-libris da doçaria. À noite, enquanto estudávamos, íamos provando e degustando os “resultados das nossas experiências culinárias”. Tomei-lhe o gosto e desde aí que sempre cozinhei e gostava de experimentar muitas receitas diferentes.
Quando saí de casa dos meus avós, fiquei com metade dos volumes da Teleculinária (pois os fascículos podiam depois ser encadernados em vários volumes) que tínhamos “coleccionado” até então (fiquei com uns dois volumes, parece-me)
e, já em casa da minha mãe, mais tarde, ela e o marido ofereceram-me mais uns, sei que na totalidade tenho os 6 primeiros volumes desses fascículos “gostosos”.
Ainda hoje, depois de passar a ser vegetariana, utilizo algumas receitas que gostava muito, fazendo umas adaptações em algumas, tais como, por exemplo, umas empadinhas de cogumelos muito fofas e suculentas que fazem furor nas festas cá de casa, ou um bolo chiffon de laranja que todos gostam muito.
