Depois de um grande interregno aqui volto de novo.
O último post intitulado “A Minha Mãe e o Círculo de Leitores” refere-se ao período dos meus 15-16 anos em diante (até aos meus 20, altura em que casei e deixei de viver lá em casa) e é o impulsionador de uns quantos posts que se seguem referentes a esse período de 4-5 anos.
Refiro ainda nesse post uma panóplia de livros (ou seja, um vasto leque de assuntos que lia nos vários tipos de livros que a minha mãe comprava, mês a mês) e agora personalizo apenas alguns no meio de todos esses, que de algum modo foram “um marco” na minha vida.
Este “Exorcista” foi o 1º livro que li do que posso catalogar como “sobrenatural” ou “sobre outras dimensões”, tinha então os meus 16-17 anos. (Mais tarde vi o filme, que já não gostei, tornava-se um pouco “assustador”, deram-lhe um cunho de “filme de terror” e eu nunca gostei de filmes de terror_ e da mesma forma e pelas mesmas razões não gostei do “Poltergeist”_, enquanto que ler o livro não me surtiu esse efeito, talvez porque na altura que o li me foquei apenas nos aspectos de haver algo mais para além do “corpo físico” como o habitualmente vemos.
E também me chamou a atenção, na altura, o facto de o exorcista ser um padre, porque na altura achava que havia muita contradição entre os católicos que conhecia (uns acreditavam em “comunicações com espíritos e coisas afins” outros literalmente “excomungavam” qualquer tipo de assunto do género como se fosse “obra do diabo”. Lembro-me de na altura pensar “AH! Afinal há padres que “lidam” com “espíritos”!”).
Não admira que o livro logo a seguir a este que “me veio parar às mãos”, também da minha mãe (e do Círculo de Leitores!
por favor, não entendam isto como publicidade, é apenas um facto, a forma como uma grande variedade de livros adquiridos por ela me foram “apresentados de bandeja”), tivesse sido o “Vida Depois da Vida” de Raymond Moody.