Resumo

Resumo de todo o blog:

Querendo dar uma ideia já à partida do tipo de livros que por aqui aparecerão: de vários tipos.       :)

Isto porque conforme fases de vida, variaram os interesses e a procura de livros adequados a esses interesses (verão, com os posts…)

Desde já esclareço que não vou fazer aqui resumos de livros, críticas literárias nem nada do género, apenas comentar algumas coisas que me tenham sensibilizado ou de que tenha gostado, deixar algum excerto por vezes, ao mesmo tempo que conto um pouco dessa época da minha vida.

Posso falar da infãncia e da adolescência e livros que lhe correspondem, misturados com outras “aventuras literárias” (de leitura e de escrita);

Depois, da que eu chamo “época da intelectualidade” que previligiou livros recomendados por críticos literários, sobretudo da literatura portuguesa, (ao mesmo tempo que me continuavam a interessar as enciclopédias (   :)    ) e livros de investigação (científica, filosófica, parapsicológica…)

Passei pela “fase da não leitura” ou melhor da “leitura em raras ocasiões” (por me dedicar à para mim nova e preenchente actividade de mãe) e pela fase da obrigação de ler e consultar livros e tabelas relacionados com o curso que estava a frequentar.

Uns anos depois, voltei a ler com mais frequência, misturando o prazer de ler com a busca de algo, algo interno que talvez buscasse externamente, não sei… Alguns dos livros dessa época ajudaram… ajudaram a chegar a algo que não livros que me ajudou verdadeiramente a perceber o que tanto andava a querer perceber, a sentir, a transformar e a deixar de buscar, por realizar que já tinha tudo aquilo que buscava, faltava era utilizá-lo.

Seguiu-se nova fase de poucas leituras, por estar empenhada nessa minha transformação.

E depois, de leitura de livros muito práticos e informativos que me ajudaram a implementar novas decisões e opções pelas quais fui enveredando.

E eis que volta de novo o prazer de ler o que tantas pessoas gostam de partilhar e que fazem eco em mim, agora de uma outra forma, muito mais suave e tranquila. Romances doces e cheios de personagens construtivas, histórias de vida, sonhos e momentos mágicos, num doce fluir, como a pena embalada por uma brisa suave… ao mesmo tempo que leio também livros com informação específica que é do meu interesse e mais recentemente os blogs, alguns blogs de vários tipos que gosto de acompanhar.

Quanto à escrita:

Eu nasci em Coimbra (mas poderia ter nascido em Évora, cidade onde os meus pais viviam na altura, só que, sendo a primeira filha, a minha mãe quiz que eu nascesse na sua terra e ter a companhia da sua mãe, minha avó materna, na altura do parto), vivi na Beira (Moçambique) dos meus 4 aos 5 anos e mais tarde, de novo, dos 9 aos 12. Voltei para Coimbra, onde passei o resto da minha adolescência e de onde só voltei a deixar de residir aos 26 anos, por motivos familiares e profissionais. Desde então que ”moro” no distrito de Lisboa, embora já tenha vivido em várias localidades diferentes. Também já fiz algumas viagens, coisa que muito aprecio, sobretudo se implicarem andar de avião…   :)

Comecei a escrever aos meus 4 anos, “ensinada” pela minha avó, que nem a 4ª classe da altura tinha. Os meus pais compraram-me uns cubos com letras e eu estava sempre a pedir à minha avó, que ficava muitas vezes comigo (pois a minha mãe tinha também para cuidar os meus dois irmãos que se me seguem logo em idade, com a diferença de 13 meses entre cada dois, seguidos, de nós os três…  :)            ), que me escrevesse esta e aquela palavra com os cubos! Daí comecei a “escrever cartas” para os meus pais, que entretanto foram para Moçambique, uns meses antes de eu e a minha irmã irmos lá ter com eles! (entretanto tive mais irmãos, somos 6, ao todo…).

Aí pelos meus 10 e 11 anos, vivia ainda na Beira, em Moçambique, escrevi uns livros de aventuras (juvenis), inspirada um pouco na Enid Blyton (escrevi três, mas entre viagens e mudanças de casa, resta-me apenas um, “Os 4 Mergulhadores”, o único cujo manuscrito foi na altura passado por mim à máquina, já depois de ter voltado para Portugal (eu não tinha máquina de escrever, mas a minha mãe, nessa época, “fazia bancos no hospital”, isto é, era funcionária administrativa no Hospital da Universidade de Coimbra e, como complemento ao ordenado, fazia “horas extraordinárias” apoiando administrativamente nas “entradas de urgência”; então, às vezes, tinha que levar-me com ela e eu ficava quieta num cantinho a passar os meus textos numa máquina de escrever mais antiga que a que ela utilizava, que estava lá para um canto, inutilizada, mas que ainda funcionava… eu adorava, ficar ali a escrever à máquina). Este livro também foi “ilustrado”, ainda em Moçambique, por uma irmã, mais velha, de uma colega da minha irmã que tinha muito jeito para desenhar “bonecas” vestidas impecavelmente com roupas da moda (não tinham lá muito a ver com os mergulhos no mar e as aventuras, mas fascinavam-nos os desenhos dela e o jeito dela…).

Os meus outros dois manuscritos que se perderam tinham a ver um com o circo (sempre me fascinaram as artes circenses, sobretudo os trapezistas!) e o outro com peripécias passadas numa escola (tipo “As Gémeas” da Enid Blyton).

Depois disso escrevi poemas, cadernos e cadernos de poemas, diários e relatos das minhas viagens de férias (a minha mãe propocionou-nos muitas viagens de férias, enquanto adolescentes, por esse Portugal fora e também pela Galiza, levando-nos a conhecer muitos monumentos, praias, cidades…). E escrevia alguns “ensaios filosóficos” se assim lhes posso chamar (discorria sobre temas como a Liberdade, o Amor e coisas que tais…, textos acompanhados por desenhos que , poeticamente, gostava de fazer…).

E veio a minha época mais dedicada à pintura e à gravura e a muitas leituras e menos escrita.

E só voltei a escrever muito mais tarde, depois da minha tal “profunda transformação interna”, sentindo que agora tinha um propósito para escrever (antes disso, tinha sido tudo muito indefinido, vago, poesia deambulando por uma busca nem sei de quê, muitas inseguranças e incertezas e “filosofias de trazer por casa”, mascaradas de seguranças e de certezas, de convicções e de força interna, à excepção dos meus queridos “livros” que escrevi na infância, que eram inocentes e divertidos e que os meus irmãos, os meus mais fiéis leitores, adoravam ler e me incentivavam a escrever).

Então, depois disso, escrevi uma história para crianças, inspirada e em algumas partes guiada pela minha filha mais velha, “Catarina e o Grande Mistério do Rio Seco e da Lua Prateada”. Tem também já algumas ilustrações feitas por ela, que é muito sensível às cores e as conjuga de uma forma muito própria. E também já foi feita uma versão em peça de teatro que ela um dia irá encenar e representar.

E escrevi o relato de momentos da minha gravidez e do parto na água, dos quais nasceu o nosso filho Alexandre, em 2003. São momentos muito intimistas, ao mesmo tempo que descrevem parte do processo.

Entretanto, com o incentivo do meu marido, Pedro, iniciei-me nos blogs:

Comecei pelo “A Escola É Bela”, que retrata um pouco a nossa família (nós e os nossos filhos), visando sobretudo todo o processo inerente à nossa opção de enveredar pelo Ensino Doméstico com o nosso filho mais novo.

Para além de dedicá-lo a todos os nossos leitores e evidentemente aos meus filhos e ao meu marido que tão bem me incentivou, no meu íntimo, pois não o especifiquei em nenhum lado, dediquei esse blog ao meu pai, que sempre teve um jeito muito próprio de viver, um sentido de liberdade e de igualdade muito intrínseco e de quem algo “herdei” nesses e noutros aspectos. Também foi professor e já depois dele ter desencarnado, senti que se lhe fez luz em relação à verdadeira educação e gostaria muito de participar numa nova forma mais natural e harmónica de vivermos a educação.

Fui convidada por uma das administradoras (Valedegil) do “Pés Na Relva”, um blog onde escrevem várias famílias praticantes e/ou simpatizantes do Ensino doméstico em Portugal, a escrever também para o blog e, desde então que participo com muito prazer.

E agora aventuro-me no “Diz-me o que lês, dir-te-ei quem és”. Com amor.

E dedico-o à minha mãe, que sempre foi poeta e escreveu muitos poemas e histórias (para além daquele trabalho que referi em cima, também era professora de francês no ensino particular e dava (e dá ainda!), muitas explicações) , que comprava livros e mais livros que eu li e reli, que respeitava os meus momentos de escrita sem querer “cuscar” o que eu estava a escrever, com quem eu falava sem preconceitos de filha para mãe e como amiga, com quem eu partilhava os meus sentimentos. Hoje vivemos longe, fisicamente, não falamos tanto. Os livros ainda nos ligam, estou sempre a emprestar-lhos, a oferecer-lhos, a recomendar-lhos, pois sei que são uma companhia para ela. E sei que, pelo menos nos tempos mais próximos, pois não tem internet nem sequer computador, não irá ler este blog (nem os outros) nem provavelmente saberá que lhe é dedicado. Talvez possa ainda incentivá-la a comprar um computador e a iniciar-se na blogosfera!     :)

Tenho mais projectos na “manga”, livros e quem sabe mais um ou outro blog. A seu tempo se concretizarão. Para além de outros projectos que não têm directamente a ver com a escrita.

Respostas

  1. valeu

  2. :) Obrigada!
    Um abraço
    Isabel


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