Publicado por: isabeldematos | 2010/08/14

“Vida depois da Vida”

De Raymond Moody.

Pois foi o livro seguinte, lá pelos 16-17 anos.

Trata-se de uma “investigação” feita por um médico, anotações de casos de seus pacientes que lhe descreviam as suas experiências sobrevivendo a uma situação de “morte clínica”.

Tudo o que ainda retenho deste livro vem da minha percepção da altura (tinha 16 ou 17 anos quando o li), pois não voltei a lê-lo. Seria um dos livros que voltaria a ler, mas ainda não aconteceu.

Há livros que me apetece reler, outros não. “O Exorcista”, por exemplo, não releria, este sim. Há vários que já reli, mesmo, e alguns poucos que reli no espaço de umas semanas.

Lembro-me de não sentir nenhum questionamento interno quanto à veracidade do assunto. Lembro-me de que no livro são relatados vários casos, os pontos comuns nos relatos das várias pessoas, os pontos que diferiam, algumas conclusões do autor.

E lembro-me (uma lembrança muito mais recente) de aqui há um ano atrás ter tido uma conversa sobre este livro com uma colega minha cuja irmã é médica (de entre as especialidades que tem e já exerceu uma delas é médica legista), e ter sido ela a mencionar este livro como um dos que a sua irmã médica aprecia e diz serem experiências pelas quais já testemunhou muitas outras pessoas passarem.

Pronto, na altura já, cimentara eu, que este corpo físico como o vemos e entendemos e estudamos na escola não é a totalidade do que nós somos.

Publicado por: isabeldematos | 2010/08/12

“O Exorcista”

Depois de um grande interregno aqui volto de novo.

O último post intitulado “A Minha Mãe e o Círculo de Leitores” refere-se ao período dos meus 15-16 anos em diante (até aos meus 20, altura em que casei e deixei de viver lá em casa) e é o impulsionador de uns quantos posts que se seguem referentes a esse período de 4-5 anos.

Refiro ainda nesse post uma panóplia de livros (ou seja, um vasto leque de assuntos que lia nos vários tipos de livros que a minha mãe comprava, mês a mês) e agora personalizo apenas alguns no meio de todos esses, que de algum modo foram “um marco” na minha vida.

Este “Exorcista” foi o 1º livro que li do que posso catalogar como “sobrenatural” ou “sobre outras dimensões”, tinha então os meus 16-17 anos. (Mais tarde vi o filme, que já não gostei, tornava-se um pouco “assustador”, deram-lhe um cunho de “filme de terror” e eu nunca gostei de filmes de terror_ e da mesma forma e pelas mesmas razões não gostei do “Poltergeist”_, enquanto que ler o livro não me surtiu esse efeito, talvez porque na altura que o li me foquei apenas nos aspectos de haver algo mais para além do “corpo físico” como o habitualmente vemos.

E também me chamou a atenção, na altura, o facto de o exorcista ser um padre, porque na altura achava que havia muita contradição entre os católicos que conhecia (uns acreditavam em “comunicações com espíritos e coisas afins” outros literalmente “excomungavam” qualquer tipo de assunto do género como se fosse “obra do diabo”. Lembro-me de na altura pensar “AH! Afinal há padres que “lidam” com “espíritos”!”).

Não admira que o livro logo a seguir a este que “me veio parar às mãos”, também da minha mãe (e do Círculo de Leitores!          :)                por favor, não entendam isto como publicidade, é apenas um facto, a forma como uma grande variedade de livros adquiridos por ela me foram “apresentados de bandeja”), tivesse sido o “Vida Depois da Vida” de Raymond Moody.

Publicado por: isabeldematos | 2010/03/15

A minha mãe e o Círculo de Leitores

As enciclopédias e a maioria dos livros da minha adolescência eram livros da minha mãe.

A minha mãe sempre adorou ler e gostava de comprar livros e “completar colecções”, sobretudo desde que se tornou sócia do Círculo de Leitores.

Ora como os livros sempre me interessaram, para mim a sua biblioteca era o paraíso.

Passava a mão por todos os títulos e anotava mentalmente os que ia começar a ler e os que leria a seguir.

E lia mesmo, até as enciclopédias que me interessavam como os livros da Ciência Ilustrada onde alarguei os meus conhecimentos sobre Biologia, Cosmologia e até Cibernética (lembro-me que nessa altura, lá pelos meus 15 anos, achava musical essa palavra “Cibernética”…).

Normalmente lia dois ou três livros “ao mesmo tempo”, isto é, tinha em mãos a leitura de dois ou três livros, alternando, conforme o apetite, para determinado “estilo”. Com frequência um mais técnico ou científico, um de literatura e um mais leve tipo um romance ou, o que aos dezasseis anos me despertou a atenção, livros sobre aspectos comummente designados por “sobrenaturais”.

Neste post dou hoje ênfase a uma colecção que a minha mãe tinha e que, embora muito densa mesmo em termos de pesquisa arqueológica sobre os vários temas da colecção, eu li de fio a pavio. Versa sobre os enigmas e as culturas e civilizações diversos e deixo aqui os títulos de cada um dos seus livros:

” O Enigma dos Andes”, por Robert Charroux

” O Livro dos Senhores do Mundo”, por Robert Charroux

“Os Gigantes e o Mistério das Origens”, por Louis Charpentier

“Tiahuanaco – 10 000 anos de enigmas incas”, por Simone Waisbard

“Os Grandes Enigmas do Universo”, por Richard Hennig

“Os Deuses que Fizeram o Céu e a Terra”, por Jean Sendy

“O Vale dos Reis”, por Otto Neubert

“Descobertas na Terra dos Maias”, por Pierre Ivanoff

“Os Sete Dias da Criação”, por F.L. Boschke

“O Testamento de Noé”, por Paul Poesson

Hoje estes livros pertencem à minha filha mais velha (daí ter podido fotografá-los), a avó ofereceu-lhos como presente de Natal há uns anos atrás. Estão bem entregues, civilizações enigmáticas são com ela, a fã das Brumas de Avalon…

Publicado por: isabeldematos | 2010/02/05

Literatura Portuguesa I

Foi quando andava no 10º ano que percebi que gostava de literatura. Estudei em Coimbra (era lá que vivia).

Percebi esse gosto porque, tal como gostava de fazer em todas as disciplinas desde que me lembro, quando chegávamos ao final do ano lectivo, invariavelmente não dávamos todas as matérias do programa: “não acabávamos os livros”, como costumávamos dizer. E era uma das coisas que eu gostava de fazer nas férias, terminar de ler/estudar as páginas dos livros escolares que não chegáramos a abordar, de todas as disciplinas.

O perceber que gostava de literatura veio de, com essas leituras a terminar os livros de português, me entusiasmar a procurar mais livros dos autores estudados e a lê-los avidamente. No “após 10º ano” foram outros do Aquilino Ribeiro para além do “Malhadinhas” que fizera parte do programa (“A Casa Grande de Romarigães” e “O Romance da Raposa”) , no “após 11º”, vários do Eça de Queirós, para além dos Maias “obrigatórios” (“A Cidade e as Serras”, “O Crime do Padre Amaro”, “O Primo Basílio”, “O Mistério da Estrada de Sintra”, escrito “a dois” e a sua tradução das “Minas de Salomão” que já tinha lido no 8º ano e me apeteceu reler…), um outro do Almeida Garrett (“Folhas Caídas”), para além das “Viagens Na Minha Terra” incluído no programa. E depois apanhei-lhe o gosto e como a minha mãe, cliente do Círculo de Leitores, tinha uma colecção de vários livros de Júlio Dinis, também li esses todos “a eito” (colecção essa que ela depois me ofereceu, ainda a conservo).

Ao ler vários livros de cada autor comecei a achar piada ao facto de ser fácil, depois de ler dois ou três livros de cada um, de identificar o “estilo”, digamos, de cada autor. A partir daí dava-me conta que, ao ler um texto algures, sem saber de quem era, reconhecia “este deve ter sido escrito pelo Aquilino”… (ou por um dos outros que li…)_ então os do Júlio Dinis que eram uns 9 (!), sim percebem-se semelhanças entre as Pupilas do Senhor Reitor (que mais tarde vi adaptada a uma série portuguesa de televisão, lembro-me!) e a Morgadinha dos Canaviais e os Serões da Província e Uma Família Inglesa…

Publicado por: isabeldematos | 2010/01/31

Os fascículos da Teleculinária

Pois… também foram “livros da minha vida”!                                  😉

Regressada de Moçambique, de novo em casa dos meus avós maternos e na companhia de uma tia com quem tinha longas conversas, dediquei-me nalgumas tardes a aprender a executar receitas de pastelaria um pouco mais complicadas.

Essa minha tia que na altura estudava Medicina, propôs-me adquirirmos “a meias” alguns fascículos da Teleculinária (que me parece terem começado a ser editados na altura) e passarmos algumas tardes a experimentar, ele eram “Palmières”, Jesuítas, Cornucópias… Pastéis de Belém e um sem número de outros ex-libris da doçaria. À noite, enquanto estudávamos, íamos provando e degustando os “resultados das nossas experiências culinárias”. Tomei-lhe o gosto e desde aí que sempre cozinhei e gostava de experimentar muitas receitas diferentes.

Quando saí de casa dos meus avós, fiquei com metade dos volumes da Teleculinária (pois os fascículos podiam depois ser encadernados em vários volumes) que tínhamos “coleccionado” até então (fiquei com uns dois volumes, parece-me)

e, já em casa da minha mãe, mais tarde, ela e o marido ofereceram-me mais uns, sei que na totalidade tenho os 6 primeiros volumes desses fascículos “gostosos”.

Ainda hoje, depois de passar a ser vegetariana, utilizo algumas receitas que gostava muito, fazendo umas adaptações em algumas, tais como, por exemplo, umas empadinhas de cogumelos muito fofas e suculentas que fazem furor nas festas cá de casa, ou um bolo chiffon de laranja que todos gostam muito.

🙂

Publicado por: isabeldematos | 2010/01/07

Os livros do meu pai…

E bem, durante o tempo que vivi na Beira, em Moçambique (dos meus 9 quase a fazer 10 aos 12 quase a fazer 13 anos), tenho que falar, em relação às minhas leituras, nos livros do meu pai.

Isto porque:

Como já referi, à ida para Moçambique, deixei todos os meus livros infantis que tanto apreciava na altura, cá em Portugal (os livros são pesados para transportar em malas de viagem). Lá não tinha livros. E como já deve ter dado para perceber os livros que passei a ler (dos cinco, das gémeas, do Tintim, do Astérix, do Lucky Luke, do Michel Vaillant), foram todos emprestados por amigos vizinhos e colegas de escola).

Mas existiam os livros do meu pai… ele tinha alguns no quarto dele e outros, que lá não cabiam, estavam arrumados num cantinho atrás da porta do nosso quarto (meu e de uma das minhas irmãs, a que se me segue em idade).

“Às escondidas”, fechava a porta do meu quarto e sentava-me atrás da porta com as costas coladas a ela e os pés “ferrados” na parede em frente, desse recanto onde os livros estavam guardados, para sentir quando eventualmente alguém viesse abrir a porta… e lia, já nem sei bem o quê, praticamente todos os livros que para ali estavam, lembro-me que um deles “era “O Padrinho” em pessoa”, embora quando já bem mais crescidinha vi o filme não me lembrava nem de que assunto o livro tratara, assim como me lembro vagamente de ter lido dois ou três livros de um mesmo autor cujos títulos desses seus livros começavam sempre por “in”: “O Imperdoável”, “O Indomável” e outros que tais, desculpem não me lembro mesmo do autor. Lembro-me de perceber que os livros não eram, de facto, para a minha idade. O que não demovia a minha curiosidade em ler todos os livros que estavam atrás da porta do nosso quarto!

Publicado por: isabeldematos | 2009/12/16

Lucky Luke e Michel Vaillant

Não têm lá muito a ver um com o outro a não ser o formato em banda desenhada, no entanto para mim têm, pois  ambas as colecções foram emprestadas pelos meus vizinhos lá na Beira (não me lembro se mos emprestavam directamente a mim ou se os emprestavam ao meu irmão, dois anos mais novo que eu, e eu os lia também…).

Sei que gostava bastante de uns e outros. Nunca mais os voltei a ler, mas ainda me lembro da personagem Calamity Jane (nos livros do Lucky Luke) e do slogan “Mais rápido que a própria sombra” (utilizado para definir o próprio Lucky Luke).

Também me lembro dos despistes e carros incendiados nas corridas do Michel (algumas imagens, aqui), mas do que mais gostava era das personagens, crescidas, aventureiras, com uma paixão na vida, aquilo que faziam e que adoravam fazer…

Publicado por: isabeldematos | 2009/12/03

As Aventuras de Tintim e os livros do Astérix

Continuando na época em que vivi na Beira-Moçambique (dos meus 9 aos 12 anos), foi lá que me iniciei na Banda Desenhada.

Curiosamente não tenho muitas recordações dos livros do Tio Patinhas, talvez porque poucos me vieram parar às mãos. Por outro lado tenho bastantes (e boas) recordações dos livros do Tintim e dos do Astérix. Também os li todos emprestados de vizinhos e amigos do meu irmão, dois anos mais novo que eu. Rapazes, portanto (isto porque no próximo post também vou escrever sobre outros livros de Banda Desenhada emprestados por eles, esses sim, eram mais os rapazes que os liam, mas eu gostava muito de os ler também…).

Das Aventuras de Tintim ainda hoje recordo com um sorriso nos lábios as personagens Dupond e Dupont. Também gostava do Capitão (o meu pai também foi Capitão, não tão resmungão como este, com um feitio muito mais parecido com o do Professor Girassol _ ou Tournesol, em francês; desculpem lá, mas foi relacionando com esta personagem que eu descobri que o “óleo de tornasol” traduzido assim mesmo, “em português”, em livros sobre produtos naturais, era simplesmente “óleo de girassol”…_ também gostava muito deste professor distraído!), mas os “Dupondts” eram mesmo os meus preferidos.

Dos “livros do Astérix” gostava, está claro, do Obélix, o grandalhão sobrevivente ao afogamento na panela da Poção Mágica, grande Obélix! E também tinha uma grande admiração pelo druída, considerava-o o sábio dos sábios, tão paternal quanto incisivo e cheio de energia apesar da idade.

Ambas as colecções me lançaram na pesquisa sobre a história de outros povos e culturas. Nunca me interessou muito na História, ter de estudar as batalhas, os reis e as suas sucessões e as revoluções (era, por essa faceta, a disciplina que menos gostava na escola). Mas conhecer as características e hábitos de outros povos sim, celtas, romanos, gregos, egípcios, árabes, mulçumanos, espanhóis, franceses, tribos africanas, índios, antigas civilizações como os Maias e os Aztecas, o mistério de uma possível Atlântida! Também gostava de História da Arte.

E as aventuras de Tim Tim tinham de tudo isso (que eu gostava) um pouco. E o Astérix mais a diferença entre duas culturas. Ambas as colecções muito interessantes, para mim, já naquela idade.

Nunca tive os livros, li sempre os que eram de alguém. E agora, cá em casa, temos a colecção inteirinha do Astérix, contribuição que o Pedro trouxe para a família.                                                            😉

Publicado por: isabeldematos | 2009/11/17

Os Livros dos Cinco e As Gémeas

A Enid Blyton

Já em Moçambique, lá pelos meus dez e onze anos, foi quando tive o primeiro contacto com os livros dos 5 e das gémeas. Emprestados por colegas (raparigas) da escola. Trazia-os, lia-os e devolvia-os dois ou três dias depois.

Tanto gostava de uns como de outros e foram a inspiração para as histórias que comecei a escrever.

Gostava das aventuras, dos mistérios, dos passeios pela natureza e da liberdade dos 5 e da malandrice, cumplicidade e criatividade das gémeas.

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Quando comecei a comprar a colecção dos 5 à minha filha mais velha, ela preferia os da colecção “Uma aventura” (a portuguesa, das autoras Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada). Dizia que eram mais actuais. Comprei-lhe então essa colecção quase toda (ainda a tem ali no quarto), conforme iam saindo e desisti de lhe oferecer os livros dos 5. E, como continuo a gostar de ler alguns livros juvenis, fui-os lendo a par com ela, isto é, depois dela os ler… (já não fui capaz de a acompanhar no Harry Potter      😉

Neste assunto dos livros falo mais na minha filha mais velha, porque ela lê e sempre leu mais do que a irmã. Lê muitos géneros, mas o que ela aprecia mais, mesmo com 20 e tal anos agora, são os livros d’ “As Brumas de Avalon” e todos os outros da Marion Zimmer Bradley, “A Filha da Floresta” e “O Segredo de Cibelle”, ambos de Juliet Marillier, e agora anda a ler “Lendas Celtas” compiladas num livro, que lhe ofereci, por saber que ela adora a cultura celta. Em pequenina, gostava dos livros do Nody (já havia, na altura dela! Também da Enid Blyton…) e de todas as  histórias da Disney (sendo as suas preferidas a da Pocahontas e a da Pequena Sereia). Ao mesmo tempo que é a “minha princesa” é a minha “mulher misteriosa” ou “a das poções mágicas”                :)

É das que vê os filmes e nem por isso deixa de lhe interessar ler os livros que inspiraram esses filmes (aconteceu com o Harry Potter e com o Senhor dos Anéis, mas também com o Chocolate da Joanne Harris, por exemplo). Também sou dessas, mas com outro tipo de histórias (quer dizer, o Chocolate vi e li, mas o Harry Potter e o Senhor dos Anéis só vi um ou outro filme da série e não li os livros): aconteceu-me com “O Fio da Navalha”, “A Casa dos Espíritos”,”Sob o Sol da Toscana”, “Como Água para Chocolate” e alguns outros…

A irmã, agora com 18, já é mais “do tipo técnico”, isto é, só se interessa por livros mais técnicos ou científicos. Em pequena lia livros sobre animais, procurava muito livros específicos sobre felinos. E também a vi ler um intitulado “Aprender a jogar Xadrez”. Enciclopédias e coisas que lhe interesse pesquisar. Romances, nem os juvenis e só os obrigatórios na escola, mesmo esses parece-me que arranjou uns estratagemas de vez em quando para os não ler “de fio a pavio”. E sempre foi boa aluna, mesmo a Português, embora não gostasse da disciplina (adorava fazer poemas em pequena, tinha muito jeito para rimar, mas os seus interesses literários cingiam-se a esse). É a “minha gatinha”, “poeta” e “matemática”. E também uma “duende ou fada da natureza”, bem ligada à terra e às plantas e animais e à comunicação com eles. (Ah! Estas férias leu o “Anastasia”, de Vladimir Megre, sugerido por mim, pois depois de o ler, soube que ela ia gostar).

O meu filho mais pequeno ainda não lê sozinho. Ou está a começar agora a dar os primeiros passos. Mas requer que lhe leiam, claro. Ainda gosta das histórias do Ruca e de outras histórias das séries que vê na tv e gosta, tais como “Os Irmãos Koala”, “Harry e o Balde de Dinossauros”, “Lunar Jim”, “Little Einsteins”. Também lhe leio outras histórias tais como “As Renas do Pai Natal” ou “Os dez ratinhos” (ele adora a personagem do senhor toupeira que aparece também lá no meio do campo), mas sem dúvida que os seus preferidos são os seus livros sobre comboios, sobre naves espaciais, foguetões e astronautas, sobre como funciona o corpo humano, sobre como construir casas, túneis e pontes, as instruções das construções em peças Lego e coisas assim. Também me parece que vai ser mais “do tipo técnico” como uma das irmãs, muito virado para as construções e meios de transporte. E também gosta de livros de receitas, pois gosta de cozinhar! É o “meu docinho”, o “meu cozinheiro”, o meu “super-homem” (pois tem uma força física, de braços, fora do comum para o seu “pouco peso”), o meu engenheiro de transportes (na brincadeira digo que ele vai inventar o teletransporte  🙂       ) e  um grande “apaziguador” (não gosta de ver ninguém a discutir nem ninguém a insistir com alguém como e o que deve fazer, diz mesmo “deixa-o(a) em paz”).

E bem, foi um parêntises, a estabelecer paralelo entre o diz-me o que lês, dir-te-ei quem és, e visando os meus filhos, já que ainda me encontro aqui na secção dos livros juvenis…

Publicado por: isabeldematos | 2009/11/11

O livro de francês do “ciclo preparatório”, da minha tia

” _ Bonjour, Nicole!

_ Bonjour, Robert!”

Antes dos meus 10 anos (são a referência numa fase da minha infância, porque com 9 quase a fazer 10 fui viver para a Beira em Moçambique e passei a ter outros ambientes, outros familiares à volta também…), vivi durante um certo tempo com a minha mãe, os meus avós e os meus tios (irmãos da minha mãe), então todos os seus livros, discos, que existiam pela casa, me chamavam a atenção e o livro de Francês do ciclo preparatório que pertencera à minha tia (que é só 12 anos mais velha que eu), era um dos meus favoritos.

Lembro-me de ainda não ter francês no meu currículo escolar e querer muito aprendê-lo e então passava horas a fio a lê-lo, sozinha, aportuguesadamente, para logo perguntar à minha mãe ou à minha tia como é que se pronunciavam aquelas palavras correctamente em francês.

Lembro-me da Nicole e do Robert e tenho pena de não ter conseguido na net imagens deste livro que continuam “na minha cabeça”.

Sempre adorei ouvir falar francês e italiano. Não sei porquê, são duas línguas que me encantam. Francês aprendi depois, durante 7 anos de escola (do 5º ao 11º anos), italiano nunca aprendi, mas ainda está na minha lista das coisas a experimentar um dia, continuo a adorar ouvi-los falar (já estive em Milão, uma vez, deliciei-me…).

Assim, este é “um dos livros da minha infância”, sem qualquer dúvida!

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